Prof. Paulo
paulo.haste@senac.br

Avaliação da Prática Docente
Resumo de aula

8-02-07



... vamos ver o que você tem nessa cabecinha ...

A Avaliação da Prática Docente

Não se trata de:
- avaliação institucional
- avaliação externa
- avaliação de programa/currículo
- avaliação de aprendizagem
Mas para avaliar a prática docente é necessário avaliar todos os ítens acima.


- ... mas professor ... o senhor disse que seria só uma pequena avaliação?!?!


Qual minha concepção de educação?
Instrumentos de avaliação.
A avaliação varia nas diversas áreas de ensino.

(influência do professores no modo da avaliação)

Necessário partir do pressuposto que o importante é o aluno.

Avaliação diagnóstica.
Qual a concepção de avaliação que cada um tem?
Concepção de educação


Perguntas respondidas em sala de aula:

Resgate de sua memória, enquanto estudante da educação básica, algumas recordações das praticas avaliativas a que foi submetido.

a) Qual era o objetivo das avaliações que você fez em sua trajetória escolar?
Acredito que as avaliações tinham o propósito principal de quantificar o aprendizado retido em minha mente. Era mais uma questão de memorização do que de real aprendizado.

b) Que instrumentos os professores utilizaram?
Na maioria das vezes eram provas escritas e teste de múltiplas escolhas. Em algumas matérias tínhamos trabalhos escritos e seminários.

c) Você se lembra da avaliação envolver algum tipo de ritual? Caso afirmativo, descreva-o.
Sim, não se tratava propriamente de um ritual macabro, mas só fui perceber isso bem mais tarde. Os professores normalmente faziam o ritual das ameaças. Se eu pegar colando ... Ai de quem não estudou .... Agora será minha vez de rir daqueles que só fizeram bagunça em minha aula ...











Educação formal e informal.
Formal – Escola, Sindicato, Igreja ...

Culturas e educação:

Filme com Anthony Quinn “The savage innocents” 1960

HOMEM =/ significados =/ contexto
homem – sociedade – reprodução – transformação - professores





Mogly, o menino lobo - como imagem de inserção social

*Função da escola é a inserção social
Relações sociais // relações conflituosas
Revolução industrial // novo padrão da sociedade // nova educação social // influencia européia







1970 Bourdieu, Pierre - >> A reprodução

A avaliação é o principal instrumento de exclusão da educação.

O que é Educação?
Texto de:
Carlos Rodrigues Brandão

“[...] de tudo o que se discute hoje sobre a educação, algumas questões entre as mais importantes estão escritas nesta carta dos índios. Não há uma forma única de modelo de educação; a escola não é o único lugar onde acontece e talvez nem seja o melhor; o ensino escolar não é a sua única prática e o professor profissional não é o seu único praticante.”




Pierre Bourdieu


“... Rigorosidade metódica ...” – Paulo Freire
4: Política e educação. São Paulo: Cortez, 2001. (5a edição)

4.1. PARTICIPAÇÃO: MUDANÇA E RIGOROSIDADE METÓDICA

4.1.1. "A primeira observação a ser feita é que a participação, enquanto exercício de voz, de ter voz, de ingerir, de decidir em certos níveis de poder, enquanto direito de cidadania se acha em relação direta, necessária, com a prática educativo-progressista, se os educadores e educadoras que a realizam são coerentes com seu discurso. O que quero dizer é o seguinte: constitui contradição gritante, incoerência clamorosa uma prática educativa que se pretende progressista mas que se realiza dentro de modelos de tal maneira rígidos, verticais, em que não há lugar para a mais mínima posição de dúvida, de curiosidade, de crítica, de sugestão, de presença viva, com voz, de professores e professoras que devem estar submissos aos pacotes; dos educandos, cujo direito se resume ao dever de estudar sem indagar, sem duvidar, submissos aos professores; dos zeladores, das cozinheiras, dos vigias que, trabalhando na escola, são também educadores e precisam ter voz; dos pais, das mães, que são convidados a vir à escola ou para festinhas de fim de ano ou para receber queixas de seus filhos ou para se engajar em mutirões para o reparo do prédio ou até para 'participar' de quotas a fim de comprar material escolar ... Nos exemplos que dei, temos, de um lado, a proibição ou a inibição total da participação; de outro, a falsa participação." (Pág. 73) Patrícia, Mauricio e Márcia - grifo destaca citação também exposta por Gílcia

4.1.2. "De forma simples, esquemática até, mas não simplista, poderemos dizer que toda situação educativa implica:

a) Presença de sujeitos. O sujeito que, ensinando, aprende e o sujeito que, aprendendo, ensina. Educador e educando.

b) Objetos de conhecimento a ser ensinados pelo professor (educador) e a ser apreendidos pelos alunos (educandos) para que possam aprendê-los.Conteúdos.

c) Objetivos mediatos e imediatos a que se destina ou se orienta a prática educativa.

É exatamente esta necessidade de ir mais além de seu momento atuante ou do momento em que se realiza - diretividade da educação - que, não permitindo a neutralidade da prática educativa, exige do educadora assunção, de forma ética, de seu sonho, que é político. Por isso, impossivelmente neutra, a prática educativa coloca ao educador o imperativo de decidir, portanto de romper ou de optar, tarefas de sujeito participante e não de objeto manipulado.

d) Métodos, processos, técnicas de ensino, materiais didáticos, que devem estar em coerência com os objetivos, com a opção política, com a utopia, com o sonho de que o projeto pedagógico está impregnado." (Pág. 69) Patrícia, Mauricio e Márcia

4.1.3. "(...) fazendo educação numa perspectiva crítica, progressista, nos obrigamos, por coerência, a engendrar, a estimular, a favorecer, na própria prática educativa, o exercício do direito à participação por parte de quem esteja direta ou indiretamente ligado ao que fazer educativo." (pág. 64) Gilcia