Prof. Katia

Desenvolvimento Profissional
DEPROF

12-02-07



Meu primeiro ano escolar



Relembrando de alguns professores. Citarei três. Minha primeira professora. Dna. Maria de Lurdes. Ela marco-me de forma negativa. Era muito “rigorosa” a ponto de usar sua régua, de um metro, como instrumento de pedagogia da tortura. Era somente reincidirmos num erro e lá vinha regüada, mas o que doía mesmo eram as palavras usadas por ela para ridicularizavar e humilhar, isso sim feria muito. Também tenho boas lembranças do primário. Lembro-me da professora Silvia, no segundo ano escolar, mas como repetente do primeiro ano. Ela era atenciosa com todos alunos, talvez por ser uma professora jovem. Recordo-me dela com muita ternura. Tem um outro professor que marcou muito minha vida. Foi na faculdade. Meu professor de Epistemologia e Poemênica. Admirava-o pela sua cultura, que homem fenomenal! Ele foi e é para mim um modelo. De origem pobre e negro, brilhava pela sua honra, sabedoria e humanidade. Nos contava sua história cheia de lutas, preconceitos e muitas adversidades para concluir seus estudos. Enfrentou tudo e por fim se fez mestre em teologia, filosofia, direito e pedagogia. Sua vida tornou-se incentivo para mim. Professor Walmir Soares, não se encontra mais entre nós. Lembro-me dele com saudade e respeito. Um homem que semeou conhecimento e vida.




Rudolf Steiner em 1889, criador da pedagogia Valdorf

Comentários em sala de aula:
Pedagogia Valdorf



Formação continuada – Discutir o tema.

Enquanto no passado - há 30 anos, por exemplo -, um recém-formado na universidade era considerado um profissional pronto e tinha praticamente vaga garantida nas áreas de trabalho, hoje o cenário é bem diferente. Se não houver atualização constante - seja por cursos em universidades, instituições ou outras entidades de ensino ou mesmo a partir processos autodidatas -, corre-se o risco de ficar defasado e não ser mais considerado "adequado" pelo o mercado de trabalho.

Este processo de mudança não ocorreu de uma hora para outra. As exigências do mercado e a adaptação das universidades começaram lentamente na década de 1980 e explodiram nos anos 1990. "Em um certo sentido, podemos dizer que isso aconteceu na medida em que a Internet se tornou um movimento mais forte", afirma o pró-reitor de Graduação da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), Mauro Braga. A Internet, segundo ele, acelerou a acumulação e a produção de conhecimento, fazendo com que a capacidade dos profissionais fosse muito mais exigida.

Outros dois fatores que colaboraram com esse quadro foram o aumento da escolarização e a mudança no perfil do mundo do trabalho. A medida em que há mais pessoas se formando no Ensino Médio, há uma demanda maior pelo Ensino Superior e, conseqüentemente, pela educação continuada. A sociedade vive na era da informação, na qual os trabalhos que usavam a força física para serem feitos são substituídos por tarefas que exigem informação técnica e abstrata, ou seja, que exigem a capacidade de construir o próprio conhecimento.

Para suprir a necessidade do mercado, as instituições de ensino superior criaram diversos cursos de pós-graduação, especializações ou extensões, seja para quem pretende seguir carreira acadêmica, ou para quem busca aprimorar conhecimentos a serem empregados em uma determinada área de atuação profissional. Para a gerente de divisão da área de Recrutamento e Seleção de Executivos da Gelre, Vera Modolo, o interesse das universidades não é apenas acadêmico, é comercial.

O diretor de Educação Continuada e a Distância da Umesp (Universidade Metodista de São Paulo), Luciano Sathler, discorda de Vera, alegando que a universidade apenas acompanha as mudanças no mundo. Mesmo assim, critica o trabalho executado pelas instituições nacionais: "A universidade está atrasada, sem conseguir acompanhar o ritmo de formação que o mundo está precisando. Precisa estar atenta para não ficar atrás no processo de transformação da sociedade".

Overqualified

Ter excesso de qualificações, quando a pessoa acaba sendo taxada de overqualified, pode restringir as oportunidades do profissional dentro de um campo de trabalho restrito, já que, no médio prazo, ele pode se desmotivar com a falta de desafios. "Lógico que se houver um plano de carreira ou se a empresa tiver condições de olhar para o futuro, pode usar isso como uma etapa e desencadear todo um processo de desenvolvimento", ressalta a gerente da Gelre.

O mercado valoriza cursos de pós-graduação, mas não é o principal diferencial dentro do processo seletivo. Vera explica que há três fatores básicos que pesam na hora da escolha: "O perfil pessoal em relação ao que é exigido; a formação e suas complementações; e toda a experiência dentro da área visada".

Cada vez mais, o mercado requer iniciativa, criatividade, capacidade de trabalhar em grupo e exige que o profissional seja sintonizado com o mundo e os interesses da população. "Isso tudo deve acontecer junto ao contínuo domínio do conhecimento, cada vez mais diversificado e capaz de interferir na vida das pessoas", declara o pró-reitor da UFMG.

Futuro

Se hoje a concorrência é tão grande e exige-se cada vez mais especialização por parte dos profissionais, como será o cenário no futuro? Para Braga, a mudança pela qual passamos será maximizada para a próxima geração. E o processo atinge desde a educação básica até a educação continuada. "As pessoas vão ter que se atualizar continuamente e, portanto, as universidades terão que criar projetos de formação para esse público".

Não basta mais apenas o(s) diploma(s) na parede. A experiência pessoal e profissional é a grande diferença entre a concorrência no mercado de trabalho. Além disso, Sathler indica um elemento que é distintivo para próxima geração: "O grande diferencial do profissional do futuro, em termos de educação continuada, é aquele que sabe transformar informação em conhecimento", aposta.

Deixar os estudos de lado significa parar no tempo e, como conseqüência, perder espaço no acirrado mundo do trabalho. "Os jovens têm que compreender que hoje não existe profissional pronto. Ele se faz ao longo de todo seu exercício de carreira, toda sua vida útil. Ele tem que estar preparado para jamais deixar de estudar", finaliza Braga.

"Formação continuada não é o remédio para tudo", afirma educadora

Quando o assunto é a baixa qualidade do ensino no Brasil, o que não faltam são teorias para explicar o motivo. Uma delas, defendida pelo próprio governo, aponta os professores como principais culpados.

Bianca (2) em seu artigo sobre Educação continuada.

Desde o início dos anos 80 foi se definindo uma tendência: a de que a má formação dos professores é o motivo da baixa qualidade do ensino no país", disse a professora da Faculdade de Educação da USP, Denise Trento, em palestra realizada durante a 3 Semana de Educação. Essa afirmação é fruto de um estudo realizado pela professora dos programas educacionais aplicados no estado de São Paulo de 1982 a 1993.

Para o governo, a solução para resolver esse problema seria a formação continuada de professores, que não estariam preparados para ensinar. Segundo Trento, apontar a incompetência do professor como principal causa é ter uma visão simplista do problema. "A formação inicial do professor não é a única causa responsável pelos resultados. Uma abordagem mais crítica leva em conta as condições em que os professores dão aula, pontos que não são vistos pelas autoridades, pois levam a questões maiores", argumenta.

O discurso da incompetência usado pelas autoridades, como foi definido pela professora, não ajuda a resolver o problema. "Alguns educadores acreditam que o problema do ensino está nas suas ações. Mas a escola é a entidade que precisa ser melhorada, não apenas o professor", afirma Denise.

Melhorar a qualidade da educação no país pode estar em algo nunca tentado até agora: a formação de grupos compostos por pais, alunos e professores que juntos visassem melhorar a escola. Uma participação mais ativa daqueles que sentem na pele a deficiência do ensino, pode ser uma maneira de mudar a visão equivocada das autoridades em relação ao trabalho dos professores, acredita Trento.

O papel do professor, no contexto brasileiro, deve ser um misto de monge e super-homem.
Em nossas escolas faltam quase tudo. O que devemos fazer? Rezar, torcer, contar com a sorte ou partimos para uma ação política?

Meu conceito sobre formação continuada ainda não é completo. Não sei dizer se a medida é solução política pedagógica, necessidade social ou econômica.

Concordo com Olinda (1) quando diz: “[...] há algumas décadas, acreditava-se que, quando terminada a graduação, o profissional estaria apto para atuar na sua área o resto da vida. Hoje a realidade é diferente, principalmente para o profissional docente. Este deve estar consciente de que sua formação é permanente, e é integrada no seu dia-a-dia nas escolas. O professor não deve se abster de estudar, o prazer pelo estudo e a leitura deve ser evidente, senão não irá conseguir passar esse gosto para seus alunos “O professor que não aprende com prazer não ensinará com prazer. “ Snyders. (1990) São grandes os desafios que o profissional docente enfrenta, mas manter-se atualizado e desenvolver práticas pedagógicas eficientes, são os principais.”

Nóvoa (2002, p. 23) diz que: “O aprender contínuo é essencial se concentra em dois pilares: a própria pessoa, como agente, e a escola, como lugar de crescimento profissional permanente.” Para esse estudioso português, a formação continuada se dá de maneira coletiva e depende da experiência e da reflexão como instrumentos contínuos de análise.”

Sendo para benefício das classes sociais mais baixa, o esforço dos educadores valerá, do contrario, só estaremos contribuindo para maior enriquecimento do topo da pirâmide.


1) Lisandra Olinda Roberto Neves

2) (Bianca Justiniano - 27/05/02)

Webgrafia:
http://www.universia.com.br

Avaliação do curso DEPROF:

- Resultados das atividades programadas.

- Síntese, em dupla, sobre os saberes necessários à prática educativa.

- Memorial – aspectos relativos à vida escolar e a escolha da profissão docente.

- Participação em fóruns no ambiente virtual.