Profa. Valéria

Planejamento da Prática Docente I
PLAN I
Resumo de aula

08-02-07










Planejamento da pesquisa.
O professor tem necessidade de pesquisar.
O que é e como pesquisar?
Como eu leio o espaço da escola, a política e o meio onde estou atuando?

O que é pesquisa etnografia?
Um breve texto sobre pesquisa etnográfica. O texto refere-se principalmente ao mundo corporativo empresarial, mas há relação com a educação.


Nós, os nativos, a pesquisa etnográfica e o mundo corporativo

Luciana Aguiar

Muito se fala sobre o uso da etnografia na pesquisa de mercado, mas pouca gente sabe do que se trata. Esta técnica de pesquisa de nome exótico, emprestada da antropologia, é, muitas vezes, utilizada como sinônimo de outros métodos. Por exemplo, fazer etnografia não é simplesmente fazer uma entrevista em profundidade com uma duração maior. A pesquisa etnográfica pressupõe um deslocamento no olhar do observador, que passa a compreender a forma como o entrevistado interpreta o mundo que o cerca. Isto leva tempo e obriga o observador à difícil tarefa de colocar-se no lugar do outro.

A etnografia inaugura a participação diária do observador na vida do observado (o nativo para os antropólogos). O feito desta proposta é o de retirar o pesquisador de sua confortável poltrona para lançá-lo ao contato direto com as experiências pesquisadas. Sua prática de campo pressupõe uma vivência longa e profunda com outros modos de vida, valores e formas de relações sociais. A partir da intimidade entre observador e observado, o pesquisador passa, em vez de colecionar frases e curiosidades soltas e descontextualizadas (como os grupos de discussão muitas vezes o fazem), a compreendê-las como parte de um conjunto coerente, como um sistema, em que fazem sentido.

Ao realizar este percurso, torna-se o único método capaz de discernir entre "o que as pessoas dizem que fazem, o que pensam que fazem e o que realmente fazem". Afinal, como podemos compreender as percepções, aspirações e o comportamento das pessoas sem entender suas contradições? Essas contradições costumam aparecer superficialmente na experiência "laboratorial" das discussões em grupo, mas somem ao sabor dos humores da sala de espelho. Em muitos casos os participantes desistem de marcar suas diferenças e acabam se posicionando a respeito de questões colocadas com a recorrente afirmação: "é isso mesmo...".

Em poucas palavras, o que define a etnografia é o esforço intelectual para fazer uma descrição densa que procura compreender o significado do que é dito ou feito. Procura os "fatos profundos" e tem como objetivo entender a lógica informal da vida real. Ao fazer uma descrição densa, o observador é capaz de diferenciar "uma piscadela de cumplicidade de um tique nervoso". Traduzindo para a publicidade, passamos a perceber a diferença entre aqueles que dizem que usam uma marca de sabão em pó, mas de fato mantém a embalagem vazia para mostrar que escondem o sabão de marca talibã (que realmente faz o serviço) embaixo do tanque. A graça está em investigar a importância subjacente dos fatos observados e determinar a sua relevância social e em termos de consumo.

Na pesquisa etnográfica o pesquisador entra no horizonte do outro, sem abdicar do seu, assumindo seus próprios preconceitos. Achamos que sabemos tudo do consumidor. Quando vamos para o campo, descobrimos que pouco sabemos.

Sem querer assumir o papel de um observador profissional, diversas empresas de grande porte no Brasil, como o Grupo Pão de Açúcar, a Sadia, a Unilever e a Procter & Gamble, resolveram viver a estranha e desconcertante possibilidade de sair do escritório e se aventurar na periferia e no interior do Brasil, numa experiência mais próxima e menos controlada junto a seus targets. Mesmo que se trate de um estilo de observação "amador", indica a forte ânsia do mercado por informação que fale da "vida como ela é".




Ficha de leitura dos dois capítulos. (entregar até 08-03-07)
capítulos 1, 2, 5.

pags 1-10 Evolução da Pesquisa em Educação

pags 17-24


Fichamento de Leitura:

  • Identificação da obra (título, editora, capítulos lidos)

  • Informações sobre os autores (onde trabalham, áreas de interess, outras publicações)

  • Objetivo central da obra/capítulo estudado

  • Pontos principais do texto

  • Comentários (duvidas, relações com outras leituras, etc.)




Bibliografia:
Pesquisa em educação – Abordagem QualificativaMenga Lüdke e Marli E. D. André – Ed. EPU

Estudo de Caso

Pesquisa em educaçao: abordagens qualitativas.
Cap1.
A evoluçao da pesquida em Educaçao
1. A pesquisa é um ato politico
2. Diferentes abordagens
3. O que é pesquisa
4. Inadequação do paradigma positivista

Abordagem etnográfica.

Tópocos “soltos” da leitura

Surto de pesquisas – política – abuso das pesquisas como tarefa dos estudantes.
Despertar curiosidade – necessário conhecimento teórico.
Pensamento e ação de pessoas – curiosidade investigava.
Proposta de solução – caráter social da pesquisa – codimensão social da pesquisa e do pesquisador devem ser considerados.
A pesquisa não está isenta de influências.
Aproximar a pesquisa do cotidiano.
Influências do momento social.
Elementos quantitativos
Poucos fenômenos podem influenciar na qualidade analítica.
Importância quando aplicada na separação entre o sujeito da pesquisa e o pesquisador.
Conhecimento seria feito de forma imediata. Os fatos não confirmam a pesquisa.


O pesquisador veículo inteligente e ativo – definição política. Citação:
“Todo ato de pesquisa é um ato político”, Rubem Alves

Crença na imutabilidade – caráter dinâmico – dinâmica e complexo de seu objeto de estudo.
Conceito de causalidade – variável independente – e independente.
Utilidade para analise específicas, mas não na consideração das possíveis variável e suas dinâmicas complexidades.
Paradigma positivista - (A. Conte) utilizada na última década principalmente em nosso pais.

Uma fotografia instantânea - busca um resultado médio.
Estatísticas sobre evasão escolar pode ser detectada numa pesquisa fora das classes, mas para ser entendida é necessário entrar na sala de aula.

Tipo experimental, H. Geiroux na pesquisa educacional.

Metodologia diferentes. Pesquisa participativa. Carlos R. Brandao e Pedro Demo – sugere a aproximação e profundidade na pesquisa.

Sobre Thiollent e a tradução do livro de R. Barbier

Estudo de caso e etnografica Marli Andre e a traduçao de Robert Stake

Atacar de frente as raízes dos problemas educacionais - a pesquisa deve atacar frontalmente os problemas

Pesquisadora Guiomar Namo de Mello Rede Municipal de Ensino do Est. de São Paulo.

Registra em publicação que a pesquisa favoreceu a definiçao de novas políticas governamentais.

Requer tecnicas especializadas e adequadas com rigor do trabalho científico.
Observação participante que cola pesquisador a realidade estudada
Entrevista que permite o maior aprofundamento das observações obtidas
Analise documental que complementa os dados obtidos através da observação e da entrevista que aponta novos aspectos da realidade pesquisada.


Leitura:
Conversas com Quem Gosta de Ensinar – R. Alves - Formato PDF