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Planejamento da pesquisa. O
professor tem necessidade de pesquisar. O que é e como
pesquisar? Como eu leio o espaço da escola, a política
e o meio onde estou atuando?
O que é pesquisa
etnografia? Um breve texto sobre pesquisa etnográfica.
O texto refere-se principalmente ao mundo corporativo
empresarial, mas há relação com a educação.
Nós,
os nativos, a pesquisa etnográfica e o mundo corporativo
Luciana Aguiar
Muito se fala sobre o uso
da etnografia na pesquisa de mercado, mas pouca gente sabe do que
se trata. Esta técnica de pesquisa de nome exótico,
emprestada da antropologia, é, muitas vezes, utilizada
como sinônimo de outros métodos. Por exemplo, fazer
etnografia não é simplesmente fazer uma entrevista
em profundidade com uma duração maior. A pesquisa
etnográfica pressupõe um deslocamento no olhar do
observador, que passa a compreender a forma como o entrevistado
interpreta o mundo que o cerca. Isto leva tempo e obriga o
observador à difícil tarefa de colocar-se no lugar
do outro.
A etnografia inaugura a participação
diária do observador na vida do observado (o nativo para
os antropólogos). O feito desta proposta é o de
retirar o pesquisador de sua confortável poltrona para
lançá-lo ao contato direto com as experiências
pesquisadas. Sua prática de campo pressupõe uma
vivência longa e profunda com outros modos de vida, valores
e formas de relações sociais. A partir da
intimidade entre observador e observado, o pesquisador passa, em
vez de colecionar frases e curiosidades soltas e
descontextualizadas (como os grupos de discussão muitas
vezes o fazem), a compreendê-las como parte de um conjunto
coerente, como um sistema, em que fazem sentido.
Ao
realizar este percurso, torna-se o único método
capaz de discernir entre "o que as pessoas dizem que fazem,
o que pensam que fazem e o que realmente fazem". Afinal,
como podemos compreender as percepções, aspirações
e o comportamento das pessoas sem entender suas contradições?
Essas contradições costumam aparecer
superficialmente na experiência "laboratorial"
das discussões em grupo, mas somem ao sabor dos humores da
sala de espelho. Em muitos casos os participantes desistem de
marcar suas diferenças e acabam se posicionando a respeito
de questões colocadas com a recorrente afirmação:
"é isso mesmo...".
Em poucas palavras, o
que define a etnografia é o esforço intelectual
para fazer uma descrição densa que procura
compreender o significado do que é dito ou feito. Procura
os "fatos profundos" e tem como objetivo entender a
lógica informal da vida real. Ao fazer uma descrição
densa, o observador é capaz de diferenciar "uma
piscadela de cumplicidade de um tique nervoso". Traduzindo
para a publicidade, passamos a perceber a diferença entre
aqueles que dizem que usam uma marca de sabão em pó,
mas de fato mantém a embalagem vazia para mostrar que
escondem o sabão de marca talibã (que realmente faz
o serviço) embaixo do tanque. A graça está
em investigar a importância subjacente dos fatos observados
e determinar a sua relevância social e em termos de
consumo.
Na pesquisa etnográfica o pesquisador
entra no horizonte do outro, sem abdicar do seu, assumindo seus
próprios preconceitos. Achamos que sabemos tudo do
consumidor. Quando vamos para o campo, descobrimos que pouco
sabemos.
Sem querer assumir o papel de um observador
profissional, diversas empresas de grande porte no Brasil, como o
Grupo Pão de Açúcar, a Sadia, a Unilever e a
Procter & Gamble, resolveram viver a estranha e
desconcertante possibilidade de sair do escritório e se
aventurar na periferia e no interior do Brasil, numa experiência
mais próxima e menos controlada junto a seus targets.
Mesmo que se trate de um estilo de observação
"amador", indica a forte ânsia do mercado por
informação que fale da "vida como ela é".
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Ficha
de leitura dos dois capítulos. (entregar até
08-03-07) capítulos 1, 2, 5.
pags 1-10 Evolução
da Pesquisa em Educação
pags 17-24
Fichamento
de Leitura:
Identificação
da obra (título, editora, capítulos lidos)
Informações
sobre os autores (onde trabalham, áreas de interess,
outras publicações)
Objetivo
central da obra/capítulo estudado
Pontos
principais do texto
Comentários
(duvidas, relações com outras leituras, etc.)
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Bibliografia: Pesquisa
em educação – Abordagem Qualificativa –
Menga Lüdke
e Marli E. D. André – Ed. EPU
Estudo
de Caso
Pesquisa
em educaçao: abordagens qualitativas. Cap1. A
evoluçao da pesquida em Educaçao 1. A pesquisa é
um ato politico 2. Diferentes abordagens 3. O que é
pesquisa 4. Inadequação do paradigma
positivista
Abordagem etnográfica.
Tópocos
“soltos” da leitura
Surto de pesquisas –
política – abuso das pesquisas como tarefa dos
estudantes. Despertar curiosidade – necessário
conhecimento teórico. Pensamento e ação
de pessoas – curiosidade investigava. Proposta de
solução – caráter social da pesquisa –
codimensão social da pesquisa e do pesquisador devem ser
considerados. A pesquisa não está isenta de
influências. Aproximar a pesquisa do
cotidiano. Influências do momento social. Elementos
quantitativos Poucos fenômenos podem influenciar na
qualidade analítica. Importância quando aplicada
na separação entre o sujeito da pesquisa e o
pesquisador. Conhecimento seria feito de forma imediata. Os
fatos não confirmam a pesquisa.
O pesquisador veículo
inteligente e ativo – definição política.
Citação: “Todo ato de pesquisa é um
ato político”, Rubem
Alves
Crença na imutabilidade – caráter
dinâmico – dinâmica e complexo de seu objeto de
estudo. Conceito de causalidade – variável
independente – e independente. Utilidade para analise
específicas, mas não na consideração
das possíveis variável e suas dinâmicas
complexidades. Paradigma positivista - (A. Conte) utilizada na
última década principalmente em nosso pais.
Uma
fotografia instantânea - busca um resultado
médio. Estatísticas sobre evasão escolar
pode ser detectada numa pesquisa fora das classes, mas para ser
entendida é necessário entrar na sala de
aula.
Tipo experimental, H. Geiroux na pesquisa
educacional.
Metodologia diferentes. Pesquisa
participativa. Carlos
R. Brandao e Pedro
Demo – sugere a aproximação e
profundidade na pesquisa.
Sobre Thiollent e a tradução
do livro de R. Barbier
Estudo de caso e etnografica
Marli Andre e a traduçao de Robert Stake
Atacar de
frente as raízes dos problemas educacionais - a pesquisa
deve atacar frontalmente os problemas
Pesquisadora Guiomar Namo de
Mello Rede Municipal de Ensino do Est. de São
Paulo.
Registra em publicação que a pesquisa
favoreceu a definiçao de novas políticas
governamentais.
Requer tecnicas especializadas e adequadas
com rigor do trabalho científico. Observação
participante que cola pesquisador a realidade estudada
Entrevista que permite o maior aprofundamento das observações
obtidas Analise documental que complementa os dados obtidos
através da observação e da entrevista que
aponta novos aspectos da realidade pesquisada.
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 Leitura: Conversas
com Quem Gosta de Ensinar – R. Alves - Formato PDF
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