Sociologia


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Prof. Marcio Celeste



Émile Durkheim

(Épinal, 15 de abril de 1858 — Paris, 15 de novembro de 1917) é considerado um dos pais da sociologia moderna. Durkheim foi o fundador da escola francesa de sociologia, posterior a Marx, que combinava a pesquisa empírica com a teoria sociológica. É reconhecido amplamente como um dos melhores teóricos do conceito da coerção social.

Texto história Viva -
Educação e sociologia - Durkheim, Émile


Vianna, Cláudia. Os nós dos “nós”: crise e perspectivas da ação coletiva docente em São Paulo.
São Paulo: Xamã, 1999

Texto dividido em 6 partes
A autora divide os professores em 4 tipos. Analise dos homens professores e mulheres professoras

Metodologia da pag 1-10
professor tipo UM - pág. 10- 22 - 14 de maio
professor tipo DOIS - Pág. 23-31 - 21 de maio
professor tipo TRÊS Pág. 32-41 - 28 de maio
professor tipo QUATRO Pág. 41-5 - 4 de junho
professor - GÊNERO Pág. 50-58 - idem

Glossário:

Epistemologia


Guia de Normalização de Monografias, Dissertações e Teses:
Download: Site do Senac / biblioteca / guia de normalização


DVD baseado no livro, O Nome da Rosa. Interpretado por Seam Commery e Murray Abraham





Resumo da aula:
Sociologia em seus primórdios
Sociologia insurge tomando uma posição após a filosofia e teologia.
Na idade média os laços sociais eram explicados de forma diferentes da nossa época. A visão religiosa também era diferente do nosso tempo. A matéria que trata a vida religiosa é o da teologia. Estamos focalizando a sociedade antes da reforma religiosa de Lutero (século XV). A vida era quase que totalmente regida pela religião. A intelectualidade estava no campo da teologia. Outros áreas, como direito e medicina, eram para classes inferiores. Medicina, por exemplo, era profissão dos barbeiros. O romance “O nome da rosa” ilustra a autoridade da religião. Sociologicamente pode-se ver uma homogeneidade trazida pela fé. Eram iconográficos. Ao povo bastavam as imagens não havia necessidade da escrita e leitura. Essa prática mantida mantém seus resquícios até os dias de hoje. As igrejas são cobertas de imagens. A retórica era a grande habilidade das autoridades laicas e religiosas.
O capitalismo. Não tem nada com comunhão de fieis. O que vale é a competição, na concepção Max Weber. Percepção religiosa sem ética religiosa. Maquiavel inaugura filosofia política – competição para o poder. Maquiavel esperava que surgissem alguns escorpiões para matarem muitos camelos, o “egoísmo ilustrado”

O Nome da Rosa.
Este foi o romance que deu a conhecer Umberto Eco ao grande público, constituindo um enorme êxito de vendas em Portugal desde que foi publicado pela primeira vez, e continua ainda a ser uma obra bastante popular. E não é de espantar: escrito com imenso humor, o romance dá-nos a conhecer de uma forma expressiva o que era viver num mosteiro medieval. O tema central do romance é a liberdade de estudo e de ensino, a livre circulação do conhecimento. Mergulhada em obscurantismo durante séculos, os mosteiros cristãos constituíam fortalezas onde o conhecimento era preservado com imensas dificuldades. Dado a inexistência da imprensa, os livros tinham de ser copiados à mão por monges dedicados; em consequência, os livros eram bastante raros e de difícil acesso. A ideia ainda hoje popular de que os antigos eram muito sábios resulta em parte da falta de circulação do conhecimento que persistiu até à revolução científica dos séculos XVII e XVIII. Newton, por exemplo, teve por várias vezes a experiência de fazer redescobertas matemáticas que tinham sido conhecidas séculos antes, mas que entretanto se tinham perdido por falta de circulação do conhecimento.

Evidentemente, havia outros obstáculos à livre circulação do conhecimento, na Idade Média, além do problema tecnológico de não existir ainda a imprensa. Um dos mais importantes, tema central deste livro, era o dogmatismo religioso, que encarava o conhecimento como potencialmente perigoso. O romance de Umberto Eco apresenta-se como um livro de detectives: uma série de misteriosas mortes afectam um mosteiro e o protagonista tem por missão descobrir a verdade, um pouco ao estilo de Sherlock Holmes. O contraste entre as novas ideias mais abertas e racionais, mais voltadas para a experiência empírica, e os velhos hábitos fechados e místicos, de costas voltadas para a informação que podemos obter pela experimentação cuidadosa, desempenha também um importante papel no romance. Como é também costume nas histórias de Sherlock Holmes, as mortes a investigar têm à primeira vista um aspecto sobrenatural, mas no fim acaba por haver uma explicação muito humana, demasiado humana, de todas as mortes. Entretanto, o leitor fica preso da primeira à última página, precisamente para saber como se resolve o mistério.

As mortes são o resultado do dogmatismo religioso de um monge, apostado em impedir que um livro julgado perdido de Aristóteles, sobre o riso, possa ser conhecido. E este é um dos aspectos mais profundos e bem conseguidos do romance: poderia pensar-se que matar outras pessoas por causa de um livro sobre o humor não passa de invenção de um romancista ocioso, mas isso seria ignorar que a maior parte dos crimes que assolam a humanidade têm por base o dogmatismo intolerante de quem pensa ter o monopólio da verdade e o direito de a impor aos outros.

Alguns aspectos do romance poderão ser menos simpáticos. O autor parece apostado em atirar aos olhos do leitor uma imensidão de conhecimento histórico, o que por vezes acaba por tornar a leitura menos agradável, apesar de fazer as delícias dos diletantes. A imaginação fervilhante do autor acaba por vezes por ser labiríntica, levando a que quase se perca o fio da história. Mas a bondosa relação do protagonista com o seu discípulo, a sua defesa da racionalidade límpida e sem cedências, a oposição ao dogmatismo que procurava fazer paralisar o conhecimento — todos estes elementos fazem deste romance uma experiência inesquecível.

O título do livro surge na última frase do livro, "Stat rosa pristina nomine, nomina nuda tenemus", que se pode traduzir do seguinte modo: "A rosa antiga permanece no nome, nada temos além do nome". A ideia é que mesmo as coisas que deixam de existir ou que nunca existiram deixam atrás de si um nome. Eco refere-se talvez ao facto de o Livro do Riso, de Aristóteles, no centro da acção, não ter existido realmente, ou apenas ao facto de, ficcionalmente, ter deixado de existir, deixando apenas o seu nome.” Desidério Murcho