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ABORTO E A RELIGIÃO
I -
Católicas pelo Aborto Legal
II – Outras considerações,
por um protestante
I - Católicas pelo Aborto Legal
A
visita do papa Bento XVI em São Paulo trouxe á tona
a legalização do aborto. O papa foi enfático
na sua posição e disse que não só é
contra o aborto, mas aconselharia os favoráveis até
a não participar mais da comunhão, um dos rituais
mais importantes da religião católica. O Ministro
da Saúde, José Gomes Temporão, por outro
lado, reforça a importância de discutir sobre o tema
porque trata-se de uma questão de saúde pública.
Diante disso não
há como se calar diante da legalização do
aborto. Yury Puello Orozco, uma das representantes do do grupo
Católicas pelo Direito de Decidir responde esta entrevista
em defesa da legalização do aborto. Leia a
entrevista e participe deste debate!
A maioria das mães
que são contra o aborto, geralmente, argumenta que são
a favor da vida. Essa discussão sobre o direito à
vida de um feto é encarada de que forma pelo grupo
Católicas pelo Direito de Decidir?
Yury – As
mulheres e os fetos não são seres comparáveis.
Conceder aos fetos um direito absoluto à vida em todas as
etapas do seu desenvolvimento é desvalorizar a vida das
mulheres e sua saúde e desacreditar de suas capacidades.
Somente as pessoas, neste caso as mulheres, são portadoras
de Direitos.
Outra justificativa que geralmente é
colocada pelas mães é a religião. O
catolicismo é contra o aborto? Yury - A posição
da igreja católica é contraria ao direito das
mulheres em optar pela realização da interrupção
voluntária da gravidez.
Abortar é pecado? O
grupo considera pecado quando uma mulher opta pelo aborto? Como
uma mulher católica pode aceitar o aborto?
Yury –
Pecado e Imoral é que cada ano no Brasil ocorram
aproximadamente 1 milhão de abortos clandestinos; a cada
100 gestações, 31 terminam em aborto; cerca de 250
mil mulheres são internadas anualmente no SUS –
Sistema Único de saúde – por complicações
de aborto; o aborto é a quarta causa de mortalidade
materna no país.
Pecado e imoral é transformar
às mulheres em criminosas por ter decidido por um aborto.
Quando uma mulher se pergunta se vai ou não manter uma
gravidez, se vai ou não trazer uma criança ao
mundo, e depois de uma longa reflexão opta pelo aborto.
Podemos afirmar que estamos diante do ato mais moral desta
mulher. Devemos promover uma cultura que afirme que a mulher é
a principal agente moral nas decisões que afetam sua vida
Diante da ausência
de programas educacionais sobre sexo no Brasil, o aborto pode se
tornar um ato irresponsável de mulheres que transam sem
nenhum vínculo com parceiro sexual? Quais são as
restrições necessárias para legalização
de um aborto justo?
Yury – Não podemos julgar o
que para muitas mulheres se constitui em uma boa razão. Em
última análise uma decisão é de quem
a toma, é inegável que cada pessoa conhece a sua
própria situação , e temos que ter condições
para tomar nossas própria decisões. A complexidade
da vida das mulheres ainda é muito mal compreendida por
nossa sociedade , que não está apta a valorizar na
sua totalidade suas decisões ou razões.
5-
O direito da mulher decidir pelo aborto é defendido em
quais condições? Há alguma restrição
defendida pelo grupo, ou não?
O movimento de mulheres
defende a legalização do aborto para que essa
prática deixe de ser crime, seja realizada, por decisão
da mulher, até a 12ª semana de gestação
e seja regulamentado o atendimento na rede de saúde.
Somente assim será possível garantir o direito
básico de as mulheres serem atendidas com dignidade nas
redes de saúde pública e privada, tendo acesso,
inclusive, ao planejamento familiar.
Mais informações
sobre o grupo Católicas pelo Direito de Decidir:
http://www.catolicasonline.org.br/ (em out/2007)
II - Considerações sobre o abordo feitas por
um protestante
Às vezes não
consigo entender certos conceitos de justiça e lealdade
que surgem e se consolidam em setores de nossa sociedade. Digo
setores porque há grupos muito específicos ligados
a tipos específicos de preocupações. Vou dar
um exemplo.
Tive
um amigo que gostava muito de caçar. Desses desportistas
fanáticos, que compram várias armas, assinam
revistas, freqüentam clubes etc. Não sei como o
assunto surgiu, mas, de repente, estávamos falando sobre a
ética envolvida na caça, e eu
perguntava:
—
Que ética existe na caça por esporte?
—
A gente tem regras — respondia ele. — O animal sempre
tem que ter uma chance de escapar.
—
Mas como, regras? — indaguei. — Você está
com um trabuco. E o passarinho, vai lhe enfrentar com o
quê?
—
Não, ele não vai me enfrentar; ele pode fugir —
respondeu o caçador.
—
E esse assobio especial? Para que serve?
—
Eu uso o assobio para chamar o pato. Quando ele atende, mando
chumbo.
Fiquei
muito irritado com o conceito de ética daquele rapaz.
Acabei estragando a conversa, com a seguinte
sugestão:
—
Por que você não entra numa floresta, de noite, com
dez facas nas mãos, e sai à caça de um
tigre? Ele com dez unhas e você com dez facas. Sem
assobios, trinados, nem nada. Não lhe parece mais
justo?
E
ele ficou me olhando com aquele olhar que diz: você está
“apelando”.
De Volta ao
Útero
Uma
outra área onde a ética é bem específica,
e bem consolidada dentro de um grupo, é a área do
aborto. As pessoas favoráveis ao aborto formam um grupo
sólido e grande; gente estudiosa e militante,
politicamente falando. Gostam de se reunir, como os caçadores,
e de falar e planejar atividades.
Aí
está outro tema cuja ética não consigo
entender. É uma espécie de campo minado, porque
envolve muita emoção, e, em muitos casos, a própria
vida da mãe. Por isso, quero lhe sugerir uma ótica
específica; bíblica, em sua essência. A ótica
do oprimido, da vítima. Coloque-se comigo no lugar da
caça, digo, do nenezinho que vai nascer. Vamos visitar as
grandes discussões sobre este tema, olhando a situação
do lado do nenê. Você é o bebê.
Vamos?
Primeira
semana: o óvulo fecundado entra no útero da sua
mãe. Uma nova vida começa a se desenvolver. Você
já é um ser vivo! Não se sabe muito a
respeito desse estágio de vida. Muitos teólogos
acreditam que você já tem o espírito dado por
Deus. Já é uma alminha vivente. Portanto, já
é alvo da ternura paternal de Deus, e pode, já,
começar a receber o amor de sua mãe e de seu pai,
se eles pressentirem sua presença. Você pode, sem
saber, estar sendo festejado com dança e com choro. Com
champanhe ou com silêncio misterioso.
Segunda
semana: Com apenas quatorze dias, já está
umbilicalmente ligado à sua mãe e começa a
receber alimento materno. Você está sendo nutrido
por ela. Isso é muito forte para os dois. Uma relação
vital, de profundas implicações psicológicas
e emocionais se estabelece. Sua mãe, inclusive, pode estar
experimentando sentimentos, sensações e uma
consciência que de alguma forma se relacionam com o ato
divino da criação. Imagine! Um entezinho sendo
formado dentro dela! Pode ser que ela não esteja gostando
disso. Mas ainda assim, a experiência é fortíssima
e inesquecível.
Da
primeira à quarta semana aparecem os seus olhos, sua
coluna vertebral, seu cérebro, seus pulmões, o
estômago, o fígado e os rins. Neste período,
seu coraçãozinho começa a bater! Normalmente
sua mãe ainda não sabe de você. Distraída,
ela espera pela menstruação mensal. Mas se ela
sabe, e vai ao médico, ele poderá sentir, por meio
de instrumentos supersensíveis, o seu pulsar, e dizer se
está tudo bem com você. Ao final deste período,
sua cabeça já está em formação;
o crânio já está completo; a espinha dorsal
também, e os braços e pernas já começam
a aparecer, ainda sem forma definida. Você já tem
jeito de gente.
Quinta
semana: o seu tórax e abdômen estão formados
separadamente. Seus olhos já possuem retina e visão.
Os ouvidos já estão formados. Agora você já
tem os braços e pernas completos. Se sua mãe ainda
não sabia, agora ela já começa a desconfiar
que está grávida. A menstruação já
atrasou demais. Aparecem os enjôos, as tonteiras, e você
já ocupa o seu lugarzinho na sua barriga. Você já
tem uns 35 dias de vida.
Da
sexta à oitava semana, todos os seus órgãos
aparecem. A cabeça se completa. O rosto, a boca e a língua
são formados. O cérebro está completo. O que
será que você anda pensando? Que grande mistério.
Você já responde a cócegas. Você tem
todos os dedos das mãos e dos pés — até
mesmo impressões digitais, que serão as mesmas de
quando você tiver 80 anos.
Da
décima à décima-primeira semana, todos os
sistemas do seu corpo são colocados em funcionamento. Os
nervos e os músculos estão sincronizados. Os braços
e as pernas movem-se. As unhas estão aparecendo. Você
já possui um peso considerável.
Três
meses: Você andou rápido. Já está
prontinho, formado. Agora, você só tem que crescer.
Mas o que você não sabe (será que não
sabe? Será que sua proximidade da mãe não
lhe permite “sentir” o que se passa no interior de
sua mãe?) é que sua mãe e o médico,
ou, quem sabe, uma parteira do bairro, já estão
combinando como matá-lo. Discutem se será:
-
pelo método
de sucção, no qual você sairá aos
pedacinhos;
-
pelo método
da curetagem, que o cortará em pedaços dentro da
mãe, para depois ser tirado;
-
pelo método
cirúrgico, no qual você é retirado inteiro,
para depois morrer, ou
-
pelo envenenamento
salino, quando uma solução salina é
injetada na bolsa amniótica, e você morre
cauterizado.
Pode
ser por algum outro método. Todo dia alguém inventa
um jeito novo.
E
eu fico me perguntando se a ética dessas decisões
não são mais ou menos parecidas com a do caçador,
que diz que dá chance de escapar à
caça.
Balanço
Você
sabia que este tipo de caçada:
-
mata mais pessoas
que o câncer;
-
mata mais pessoas
que todas as guerras até hoje;
-
mata mais que o
trânsito;
-
mata entre 4 e 12
milhões de crianças por ano1, dos quais 400 mil
resultam em morte da mãe?
-
faz do Brasil o
campeão mundial de abortos?
Caçador ou
Predador?
Talvez
seja leal da nossa parte informá-lo sobre os dramas e
motivos de sua mãe, ao querer matá-lo. Aliás,
ela diria que não está matando ninguém. Há
uma diferença, entre abortar e matar. Abortar é,
simplesmente, uma forma de se livrar de uma gravidez incômoda
ou indesejada, ou de alto risco. O uso da expressão
“matar” — argumentaria ela — é uma
radicalização daqueles que são contra, por
motivos religiosos, políticos, moralistas, filosóficos
etc.
Então,
eu pergunto a você, leitorzinho, que está aí
dentro da barriga da mamãe: que nome você daria?
Também acha que tudo se resume num problema de semântica?
De nomenclatura? De palavreado? Com a palavra, o feto:
você.
É
de justiça, também, lembrar que nunca essas
decisões são fáceis e indolores para sua
mãe. Ela também enfrenta uma situação
de grande angústia e sofrimento. Na grande maioria dos
casos, carregará essa culpa pelo resto da vida. Talvez por
isso, queira lhe dar essas explicações.
O
primeiro motivo de sua mãe, pode ser o de que não
tenha condições de criá-lo. Não tem
condições econômicas. Uma mãe pobre,
já no décimo filho. Você é o goleiro
do time. E você vai morrer por isso. Qualquer dia desses,
uma “amiga” da sua mãe virá visitá-la,
com umas agulhas de costura bem compridas e outras ferramentas.
..
Pode
ser que ela não tenha condições de criá-lo,
também, porque engravidou jovem demais. Transou sem
preservativo, ou, não se sabe porque, mesmo com ele,
engravidou. Dez por cento das mulheres que engravidam, estavam
“protegidas” por anticoncepcional2. De acordo com o
IBGE, 1 milhão de garotas3 engravidam por ano no
Brasil.
Neste
caso, você veio a estar nesta situação porque
sua mãe é uma pessoa liberal, sem essas
“encanações” dos mais velhos. Acha que
essas histórias de virgindade, castidade, são
coisas de matusalém. E seu pai concorda (para cada aborto
no mundo, há um homem co-responsável). Sexo tem que
ser livre. Contanto que haja amor. E assim entrou para a
estatística das mais espertas e desencanadas adolescentes
do ano. Competindo apenas com mais 999.999 colegas brasileiras.
Um exército de garotas, acompanhadas por um exército
de garotos, que acham que sabem muito bem o que estão
fazendo. Por causa disto, você vai morrer. Infelizmente,
ela não vai querer parar de brincar agora, tão
cedo.” É muita responsabilidade para assumir agora:
preciso viver, estudar, passear etc.”.
O
segundo motivo que sua mãe poderá lhe apresentar,
para ver se você a perdoa pelo que vai fazer, é que
você, se chegasse a nascer, seria odiado. Você é
resultado de um estupro. Neste caso, inclusive, a lei concorda
com sua morte. O raciocínio é mais ou menos o
seguinte: há casos em que o nascimento é pior que o
aborto; e um deles, é ter que carregar, a vida toda, o
peso de ser um peso. Ser rejeitado e não-amado desde a
concepção. Você não teria um parto —
seria simplesmente expelido. Se nascesse, você não
teria o colinho da mamãe, nem seu leite, nem ouviria sua
voz cantando cantigas de dormir. Seria visto como um monstro.
Resultado de uma monstruosidade sofrida por sua
mãe.
Você,
que a estas alturas já tem o cérebro formado, pode
estar se perguntando: mas por que ela tem que me rejeitar? Não
poderia tentar me amar? Ao menos como um inimigo, conforme
prescrevem as Escrituras? Ela não poderia, em resposta ao
que sofreu, me dar a vida? Gostar de mim?
Meu
irmãozinho, se você chegasse a nascer, compreenderia
como é complicado o coração humano. Esse
tipo de “volta por cima” que você está
sugerindo só acontece por milagre. Algumas vezes acontece.
Se sua mãe tiver aprendido alguma coisa sobre adoção,
a adoção de Deus, o amor paternal dele, seu
sacrifício na cruz, então, talvez você tenha
alguma chance. Mas não espere muito por
isso.
O
terceiro motivo é bem mais sério (algum aqui não
é?): sua mãe — e o médico — tem
que escolher entre você e ela. Gravidez de risco. Se você
nascer, ela pode morrer. E a probabilidade de que morram os dois
é grande. Uma variante desse motivo é que você
está sendo mal formado por problemas com sua mãe ou
com a gravidez. Vai nascer com muitos problemas, se o pior não
acontecer. E isso tem que ser resolvido agora, enquanto você
está bem pequenino. A lei garante à sua mãe
o direito de correr o risco de ir com você até o
fim. Há casos em que crianças no seu estado
nasceram saudáveis, e a mãe sobreviveu. Mas o que
você sugere? Vamos tirá-lo? Acha que recusar-se a
“cooperar” é muito egoísmo de sua
parte?
Adeus, irmãozinho
Irmãozinho,
agora que você já sabe porque vai morrer, o que acha
da idéia? Que acha dos motivos apresentados por seus
pais?
Certamente,
estará se perguntando: — Será que eu também
seria assim, se chegasse a nascer? Será que cresceria e
teria essa cabeça doida? Esses valores tão
confusos? Será que eu também tentaria convencer meu
filhinho do injustificável? Será que eu também
jogaria sobre ele todo o peso de uma sociedade que brinca com a
vida — e com a morte? Será que valeria a pena nascer
numa sociedade assim?
O
fato, irmãozinho, é que essas coisas chegaram ao
ponto em que estão, porque temos nos perdido nos caminhos
da vida. Originalmente, Deus não nos fez assim. Mas isso
não é de hoje. No Brasil, em particular, onde você
foi concebido, somos campeões mundiais em muitas coisas.
Se você nascesse, entenderia o que é ser um “tetra”.
Mas saberia também que somos o povo mais esperto do
mundo.
Para
não fugir do nosso assunto — seu destino —,
somos campeões mundiais da sensualidade. Nossas mulatas e
“loirudas” fazem sucesso no mundo inteiro, mostrando
esse seu “dom”. Nossos meios de comunicação
de massa alardeiam a todos os ventos nossa irreverência e
sensualidade como sedimentada identidade nacional. Estilo de
vida, entende? Somos “quentes”, somos livres, somos
ótimos. Venha para o Brasil. Aqui, tudo pode acontecer
(abaixo do Equador e debaixo do cobertor). Quer vender um livro?
Uma geladeira? Um amortecedor de carro? Coloca uma mulher bem
sensual, insinuante, dessas bem brasileiras, que só dizem
“sim” (incrível, que tantas mulheres aceitem
ser vistas e tratadas assim, em plena luta por igualdade). Quer
fazer um cinema encher? Diga que o filme é sensual e
irreverente. Quer ser um cara simpático e legal? Diga que
vive sob o signo descontraído e fálico do “Casseta
e Planeta”. Todos vão dar um risinho “cult”
e conivente. Você é impossível,
mesmo.
Temos
tido muita certeza sobre como conduzir nossas relações
amorosas e sexuais; temos tido muita certeza sobre o que é
“careta” e o que não é; estamos
super-seguros sobre “o que é bom para mim e os
outros que se danem”; sabemos tudo sobre o uso do nosso
corpo — sem essa de promiscuidade; sabemos tudo sobre
família, casamento, profissão, lazer, uso de
dinheiro, bebidas etc. Sempre orientados e tutelados por uma
mídia absolutamente sem limites, sem horários, sem
vergonha, sem caráter e sem patriotismo.
Mas
a quê nos tem levado toda essa displicente arrogância
nacional? Bem, é uma longa história, irmãozinho;
um dia a gente conversa sobre isso. Mas uma coisa podemos dizer.
Este ano, novecentos e noventa e nove mil, novecentos e noventa e
nove irmãozinhos seus vão ser assassinados por suas
próprias mães. E o milionésimo,
infelizmente, será você.
Notas -
1
A incrível imprecisão dos números está
relacionada ao fato de que são quase impossíveis as
estatísticas a esse respeito. A grande maioria dos abortos
é feita escondida, longe dos hospitais.
2 O
Relatório de 1983 do Departamento de Saúde de
Minnesota, EUA, diz que 48,8% das garotas entre 15 e 17 anos que
tiveram abortos, sabiam sobre métodos anticoncepcionais e
os usavam (irregularmente) . Outros 9,7% estavam usando
anticoncepcionais quando engravidaram.
3 Entre 14 e 17 anos de
idade.
Rubem Martins Amorese é
presbítero da Igreja Presbiteriana do Planalto e Consultor
Legislativo do Senando Federal.
Extraído do livro
Excelentíssimos Senhores.
Editora Ultimato.
www.ultimato.com.br
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